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26.10.08

À Conversa com Alexandre Rosa
Programa 06 - Ano 2

Destaques:

* A análise das últimas sondagens quando nos encontramos a duas semanas das muito importantes eleições norte-americanas. Barack Obama ganha vantagem de 10% perante John McCain num momento crucial da campanha eleitoral
* A evolução na última semana da crise financeira internacional
* A perspectiva nacional da crise e os reflexos que a mesma está a ter na vida dos portugueses
* Ainda o Orçamento de Estado para 2009 e as críticas e propostas da oposição
* Avaliação dos últimos 8 dias no Litoral Alentejano com relevo para diversos destaques em Grândola, Alcácer do Sal, Odemira, Sines e Santiago do Cacém


"À Conversa com Alexandre Rosa", ano 2, emissão nº 06 transmitida no dia 24/10/2008

20.10.08

Novamente no Atlântico da Miróbriga

BANCO DE ENSAIO - SEGUNDA TEMPORADA
O REGRESSO NO PRÓXIMO SÁBADO

Para apresentar a segunda temporada do BdE estive este fim-de-semana no Atlântico à conversa com Bruno Gonçalves Pereira.
Santiago do Cacém, Sines, Odemira, Grândola e Alcácer do Sal irão continuar a conhecer grandes sucessos internacionais com meses de antecedência?
O meu objectivo, quando escolho os álbuns, é de somente mostrar trabalhos de qualidade e que possam agradar ao auditório, porém, se voltar a acertar em sucessos futuros não irei ficar triste! Nesta vertente comunicacional e noutras matérias, só lamento que as mais-valias regionais não sejam aproveitadas por quem de direito. De que vale a nossa região ter personalidades com imenso valor profissional se, depois, muitas delas são ostracizadas?
Bruno Gonçalves Pereira, que se encontra na RTP e que já passou pelos grupos Renascença e MediaCapital, é um bom exemplo desta ausência de visão regional.

Uma referência final para uma novidade do Atlântico.
A partir desta semana está disponível a emissão integral do programa no blogue do Atlântico. A não perder!


Apresentação do BdE no programa Atlântico de 18/10/2008

19.10.08

À Conversa com Alexandre Rosa
Programa 05 - Ano 2

Destaques:

* O que se pode esperar da situação financeira internacional após as medidas anunciadas pela União Europeia
* A resposta portuguesa à crise económica
* O Orçamento de Estado para 2009
* O comportamento dos vários partidos políticos nacionais nestes agitados dias de crise económica e financeira


"À Conversa com Alexandre Rosa", ano 2, emissão nº 05 transmitida no dia 17/10/2008

13.10.08

BdE - 2ª temporada

Em breve no Atlântico!



DISCOS DA PRIMEIRA TEMPORADA:

1. The Decemberists - The Crane Wife (21/10/2006)
2. Enigma - A Posteriori (28/10/2006)
3. Chantal Kreviazuk - Ghost Stories (04/11/2006)
4. Badly Drawn Boy - Born in the U.K. (11/11/2006)
5. Frida Hyvönen - Until Death Comes (18/11/2006)
6. My Chemical Romance – The Black Parade (25/11/2006)
7. Dierks Bentley – Long Trip Alone (09/12/2006)
8. Nellie McKay – Pretty Little Head (16/12/2006)
9. Pilot Speed – Into the West (13/01/2007)
10. +44 – When Your Heart Stops Beating (20/01/2007)
11. ...And You Will Know Us By The Trail Of Dead - So Divided (27/01/2007)
12. Monta - The Brilliant Masses (03/02/2007)
13. Julie Doiron - Woke Myself Up (10/02/2007)
14. The Holmes Brothers - State Of Grace (17/02/2007)
15. The Broken West - I Can't Go On, I'll Go On (24/02/2007)
16. Dustin Kensrue - Please Come Home (03/03/2007)
17. UHF – Canções Prometidas (raridades volume 1) (10/03/2007)
18. John Mellencamp - Freedom's Road (17/03/2007)
19. Youth Group - Casino Twilight Dogs (24/03/2007)
20. Peter Bjorn and John - Writer's Block (31/03/2007)
21. The Shins - Wincing the night away (14/04/2007)
22. Modest Mouse - We Were Dead Before the Ship Even Sank (21/04/2007)
23. Anaïs Mitchell - The Brightness (28/04/2007)
24. Mêlée - Devils & Angels (05/05/2007)
25. John Mayall and the Bluesbreakers - In the Palace of the King (12/05/2007)
26. Jesse Sykes & the Sweet Hereafter - Like, Love, Lust & the Open Halls of the Soul (19/05/2007)
27. Trabalhadores do Comércio – Iblussom (26/05/2007)
28. Bright Eyes - Cassadaga (02/06/2007)
29. Brandi Carlile - The Story (09/06/2007)
30. Feist - The Reminder (16/06/2007)
31. Paul McCartney - Memory Almost Full (30/06/2007)
32. Mark Olson - The Salvation Blues (07/07/2007)
33. Rufus Wainwright - Release the Stars (21/07/2007)
34. Toby Keith - Big Dog Daddy (28/07/2007)
35. Abra Moore - On the Way (04/08/2007)
36. Zazie - Totem (11/08/2007)
37. Porter Wagoner - Wagonmaster (18/08/2007)
38. Christophe Willem - Inventaire (25/08/2007)
39. Manic Street Preachers - Send Away the Tigers (15/09/2007)
40. Jimmy Jansson - Sån E Jag (22/09/2007)
41. Peter Himmelman - The Pigeons Couldn't Sleep (29/09/2007)
42. Colbie Caillat - Coco (06/10/2007)
43. Tegan and Sara - The Con (13/10/2007)
44. Blue Rodeo – Small Miracles (20/10/2007)
45. Rascal Flatts – Still Feels Good (27/10/2007)
46. Joe Henry - Civilians (03/11/2007)
47. David Jordan - Set the Mood (24/11/2007)
48. Patti Scialfa - Play it as it lays (09/12/2007)
49. Bruce Springsteen - Magic (15/12/2007)
50. Shout Out Louds - Our Ill Wills (22/12/2007)
51. The Eagles - Long Road Out Of Eden (29/12/2007)
52. UHF – Canções Prometidas (raridades volume 2) (02/01/2008)
53. OneRepublic - Dreaming Out Loud (12/01/2008)
54. Duran Duran - Red Carpet Massacre (19/01/2008)
55. Jordin Sparks – Jordin Sparks (26/01/2008)
56. Jamie Scott & The Town - Park Bench Theories (02/02/2008)
57. Sara Bareilles - Little Voice (09/02/2008)
58. Laura Critchley - Sometimes I (16/02/2008)
59. Pat Monahan - Last of Seven (23/02/2008)
60. Yael Naim - Yael Naim (01/03/2008)

12.10.08

À Conversa com Alexandre Rosa
Programa 04 - Ano 2

Destaques:

* Mais uma semana negra na situação económica mundial
* Uma perspectiva sociológica sobre um cenário de pânico da população perante esta crise
* Acção concertada entre bancos centrais leva à baixa na taxa de juro de referência em meio ponto percentual
* No debate quinzenal na Assembleia da República o Primeiro-Ministro anunciou um conjunto de medidas no combate à crise económica


"À Conversa com Alexandre Rosa", ano 2, emissão nº 04 transmitida no dia 10/10/2008

O grande comentário de Alexandre Rosa a questões internacionais, nacionais e do Alentejo Litoral às 6ªs feiras às 18h00 e aos sábados a partir das 12h00.

5.10.08

À Conversa com Alexandre Rosa
Programa 03 - Ano 2

Destaques:

* A situação económica internacional
* Os impactos na economia real
* Como Portugal está a enfrentar esta situação económica complicada

* A questão da saúde e dos enfermeiros no Litoral Alentejano
* O Presidente da Câmara Municipal de Grândola, Carlos Beato, foi distinguido com o Prémio de Mérito Turístico
* A consolidação da Escola de Artes de Sines
* A Feira de Outubro em Alcácer do Sal


"À Conversa com Alexandre Rosa", ano 2, emissão nº 03 transmitida no dia 03 de Outubro de 2008

O grande comentário de Alexandre Rosa a questões internacionais, nacionais e do Alentejo Litoral às 6ªs feiras depois das 18h00 e aos sábados a partir das 12h15.

Mais informações (clicar aqui)

Escutar a Miróbriga.

3.10.08

Dias Atlânticos – B52

Os anos voam e nada permanece igual.
Em Santiago do Cacém, conhecemos a modernidade no início dos anos 90, quando surgiu uma discoteca que quebrou preconceitos e inovou em diversos aspectos, inclusive na vertente cultural.
As festas temáticas que os “Dias Atlânticos” organizavam às quintas-feiras proporcionavam algo de único e de mágico.
A enorme imaginação com que eram abordadas essas festas, com decorações feitas à medida de cada acontecimento, elevavam estas noites a momentos únicos. Recordo-me de festas absolutamente inesquecíveis, como a “Festa da Praia” (toda a discoteca transformada em praia com centenas de quilos de areia…), ou de um Dia da Juventude com a actuação dos Ena Pá 2000 (aquando da edição do seu primeiro álbum).
A Antena Miróbriga realizou algumas reportagens em directo e tenho memória de uma semana inteira de directos quando uma piscina gigante foi instalada na zona do parque de estacionamento…
Num destes dias, descobri uma cassete velhinha com alguns excertos de uma reportagem em directo realizada durante a festa dedicada ao B52. Ao bombardeiro norte-americano e à bebida que Luís Lucas trouxera da Noruega.
Mais tarde, o barman Luís Lucas acabou por realizar e apresentar comigo o programa de rádio “Café Rock”. A reportagem foi realizada em conjunto com dois grandes amigos, João Paulo Borges e João Paulo Lourenço. Não me recordo o motivo, mas a gravação consta, basicamente, das minhas intervenções, o que lamento! Este excerto é resultado de uma emissão completamente em directo, inclusivamente, a música que foi escutada era a que estava a ser passada na discoteca. Por falar em música, apesar de datada reparem bem nas escolhas, a dedo, que JAP realizou - um dos proprietários e DJ de excelência. Como lembrança aqui fica o áudio gravado da reportagem realizada no meio do barulho que se pode imaginar...
Belos tempos em que falar alto ainda não era sinónimo de Júlia Pinheiro…

Daqui deixo um abraço ao João Paulo Lourenço, João Paulo Borges e Luís Lucas, amigos com quem não me encontro há anos... e outro abraço para o JAP, verdadeiro exemplo de capacidade visionária que chocou com o atraso do meio onde o projecto foi erguido.





"Com o espiríto nesse filme sempre pop decidi chamar Dias Atlânticos a um espaço nocturno que nasceu para o mundo, no litoral alentejano, em 29 de Maio de 1991. Durou poucos anos mas encheu de noites a vida de muita gente. Naquele tempo, os regulamentos policiais impunham que os estabelecimentos nocturnos encerrassem às 4 da manhã. Por isso, quando a hora chegava, a música calava-se. Quando essa hora chegava o Al Berto deitava-se no pavimento da pista sem abandonar o seu copo de cerveja e gritava “JAP, põe David Bowie!”. E lá tínhamos direito a Young Americans e a chatice com as forças da ordem."
JAP, 6 de Março de 2005

28.9.08

À Conversa com Alexandre Rosa
Programa 02 - Ano 2

Permaneço na condução deste interessante espaço de grande comentário realizado por Alexandre Rosa. Ao longo de aproximadamente 25 minutos são muitos os temas relevantes que se abordam neste programa.


"À Conversa com Alexandre Rosa", ano 2, emissão nº 02 transmitida no dia 26 de Setembro de 2008

20.9.08

O regresso das conversas com Alexandre Rosa

"À CONVERSA COM ALEXANDRE ROSA" - ANO 2, EMISSÃO Nº 01

Esta semana ficou marcada pelo regresso à Miróbriga do programa "À conversa com Alexandre Rosa".


"À Conversa com Alexandre Rosa", ano 2, emissão nº 01 transmitida no dia 19 de Setembro de 2008

O grande comentário de Alexandre Rosa a questões internacionais, nacionais e do Alentejo Litoral às 6ªs feiras às 18h00 e aos sábados a partir das 12h00.

15.9.08

Nesta sociedade de consumo imediato...

No dia 17 de Junho de 2008, foi editado, nos Estados Unidos, o mais recente fenómeno do consumo musical imediato. Refiro-me ao álbum "One Of The Boys", de Katy Perry, de onde se destacou o êxito "I Kissed A Girl". Uma semana antes da edição deste CD, a 9 de Junho, já "I Kissed A Girl" circulava no éter da Miróbriga.
Neste mês de Setembro, já se pode escutar Katy Perry nas nossas rádios nacionais de referência. Nos poucos meses enquanto responsável pelo sector da programação da Miróbriga, além da nova grelha repleta de conteúdos e da nova imagem sonora, existiu algo bem audivel que ficou deste trabalho.
"I Kissed A Girl" foi mais uma aposta vencedora de um conjunto de canções internacionais em que os ouvintes da Miróbriga foram os primeiros portugueses a terem acesso generalizado.
As ondas hertzianas, antigamente, serviam para aproximar continentes distantes e para ajudar a melhor definir a palavra "inovar". Em 2008, apesar de todos os factos negativos que assolam o universo da rádio, ainda acredito que o mundo da rádio não vai morrer.


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Já agora... no dia 22 de Dezembro de 2007, no espaço "Banco de Ensaio", apresentava o álbum "Our Ill Wills" dos Shout Out Louds. Em vez do óbvio "Tonight I Have To Leave It" - que viria semanas depois a tornar-se sucesso nacional devido a um spot televisivo - apostei em "Impossible" como amostra de apresentação. Outra canção que, nos últimos meses, tem conquistado airplay por terras lusas.
A segunda temporada do "Banco de Ensaio" está para breve...





Nota: Espero conseguir inserir em breve um post sobre a actuação de John Watts na Amadora.

10.9.08

Reserva do rock (13)
UHF – Estou de Passagem

1982.
O rock português fechara 1981 em grande e a indústria discográfica registara o maior volume de negócios da sua história.
Sucessos não faltavam e os êxitos populares eram em grande número.
“Cavalos de Corrida”, o single de 1980, havia confirmado a explosão iniciada por “Chico Fininho” de Rui Veloso.
Em 1981, “Rua do Carmo”, do LP “À Flor da Pele”, carimbava as estrelas UHF, como valores maiores na nova constelação dos jovens grupos.
Os concertos multiplicavam-se e a contabilidade de dois anos é impressionante:
A cerca de 80 espectáculos, em 1980, somou-se o record absoluto de 138, em 1981.
Mas, não eram apenas os concertos e os sucessos que se multiplicavam na carreira desta banda de Almada, pois, os anti-corpos do seu líder junto dos media aumentavam exponencialmente.
Verdadeiro enfant-terrible, começa a ganhar fama de intratável e de vedeta.
Alguns críticos questionam, mesmo, as suas qualidades de poeta e de escritor de canções.
A polémica nunca foi palavra vã, nesta encruzilhada da música, sendo mesmo sinónimo de maior popularidade.
A exposição – inclusive por maus motivos – é sempre mais benéfica para a vida de um grupo do que a ausência mediática.
Provocador e rebelde, António Manuel Ribeiro, durante muitos anos, transportará na pele a comparação sistemática com Jim Morrison.
É ele o Rei Lagarto nacional.
Contudo, para quem contacta com ele, é, simultaneamente, afável, competente e extremamente determinado.
No auge da fama e da glória, os UHF entram em estúdio onde gravam o mini-LP “Estou de Passagem”.
“Noites Lisboetas”, “Concerto”, ou o tema título, “Estou de Passagem”, ilustram a razão de novo e esmagador sucesso.

“Estou de Passagem” vende 15 mil unidades em 15 dias e repete o êxito de “À Flor da Pele”, obtendo o galardão de ouro.
Musicalmente, os UHF estão, agora, mais densos e complexos.
Melodicamente, o som está mais “cheio” e completo.
Literariamente, “Estou de Passagem” prova que a poesia de António Manuel Ribeiro não é um acaso, nem um subproduto do auto-convencimento estético.
Este trabalho não possui nenhum tema tão imediato, como foram “Rua do Carmo” e “Cavalos de Corrida”, mas, transporta, dentro de si, dos mais belos momentos que a música moderna portuguesa algum dia criou.

9.9.08

Reserva do rock (12)
Heróis do Mar – Heróis do Mar

Os Heróis do Mar – último grande grupo a surgir na vaga do rock português em 1981 – reunia músicos já com alguma experiência.
O baterista, António José Almeida, pertenceu à formação original da banda de rock progressivo Tantra.
Recorde-se que os Tantra, foram o mais importante grupo português, na fase que antecedeu o boom do nosso rock, e, dele faziam parte conceituados nomes como Manuel Cardoso, Armando Gama e Pedro Luís, mais tarde cara-metade dos Da Vince.
O cantor Rui Pregal da Cunha veio de um projecto experimental chamado Colagem Urbana.
Pedro Ayres Magalhães, baixista, e, Paulo Pedro Gonçalves, guitarrista, haviam fundado, em 1977, o primeiro grupo punk português, os Faíscas, que influenciaram nomes como Xutos & Pontapés.
Com a dissolução dos Faíscas em 79, estes dois elementos, juntamente com o teclista Carlos Maria Trindade, formam os Corpo Diplomático.
Em Março de 1981, estes cinco músicos juntaram-se num projecto comum, onde os valores da história e da cultura portuguesa fossem primordiais.
O nome da banda também não foi um acaso, sendo inspirado no hino nacional.
Após poucos meses de ensaios, em Agosto, os Heróis do Mar lançam um single, com os temas “Saudade” e “Brava Dança dos Heróis”, que também viriam a integrar o seu primeiro LP.

“Heróis do Mar” – o álbum – sai ainda nesse ano de 1981 e rebenta a polémica em torno dos alegados ideais fascistas com que são conotados.
O visual da banda, com fardas militares, e as letras das canções, num imaginário colonial, nostálgico e histórico, geram a confusão num Portugal em que a Revolução dos Cravos estava, ainda, bem recente.
Nacionalistas ou patriotas, a dúvida sobres os ideais fascistas ou neo-nazis dos Heróis do Mar, prolongou-se no tempo, apesar das explicações veementes dos seus elementos e da mudança visual operada meses depois.
Lá fora, em Inglaterra, acontece história semelhante com os Spandau Ballet.
A somar às raízes portuguesas, os Heróis foram beber, musicalmente, a sonoridades electrónicas de vanguarda e à corrente neo-romântica dos Duran Duran e dos referidos Spandau Ballet.
Gravado no Angel Studio, em Setembro e Outubro de 81, este trabalho foi produzido pelo mais requisitado produtor de então, António Pinho, responsável, entre outros, pela produção dos primeiros álbuns dos Taxi e de Rui Veloso.
Para além de “Saudade” e de “Brava Dança dos Heróis”, outros temas como “Olhar no Oriente” ou “Amantes Furiosos” marcam este LP, que divide a crítica de então e que não obtém nenhum sucesso significativo junto do público.
O reconhecimento popular vem em Junho do ano seguinte, através do máxi-single “Amor”, um mega-sucesso que obriga à criação do conceito de disco de platina no nosso Pais.
A seguir a um LP sem grande impacto comercial, seguiu-se um pequeno formato com um tema de grande calibre popular.
Por vezes, estes fenómenos acontecem, mas, no caso dos Heróis do Mar, esta foi, apenas, a primeira vez, numa estranha e permanente continuidade futura.
Separar este disco do máxi-single “Amor” seria, manifestamente, errado.
Até porque, com os Heróis do Mar, em rádio, as melodias dos singles ultrapassam as canções contidas nos álbuns.
“Heróis do Mar” – o LP – apresentou-nos um dos mais inovadores grupos nacionais.
Arrojados, polémicos, criativos, sofisticados e com génio.
Com bom ou mau génio serão sempre recordados com “Amor”.

8.9.08

Reserva do rock (11)
Sétima Legião – A Um Deus Desconhecido

Para além do punk e da new-wave, a onda cinzenta de Manchester chegou a Portugal em força.
Nomes como Joy Division ou Echo and The Bunnymen, dignos representantes do pós-punk, influenciaram o aparecimento de diversos grupos portugueses, numa fase posterior ao do boom de 1980/81.
Os Sétima Legião são um desses casos, cantando, nesta fase, em inglês.
Rodrigo Leão, Pedro Oliveira e Nuno Cruz formam o grupo em 1982 e são, claramente, influenciados por esta corrente musical, usando, inclusive, nas actuações ao vivo, gabardinas, verdadeiro símbolo da corrente urbano-depressiva.
Concorrem à “Grande Noite do Rock” e, pouco depois, são reforçados com as entradas de Susana Lopes e de Paulo Marinho.
Simultaneamente, Francisco Menezes inicia uma colaboração com o grupo, na escrita das letras das músicas. É abandonada a língua inglesa e as canções passam a ter um cariz mais lusitano.
Logo no ano seguinte, são contratados pela independente Fundação Atlântica e gravam o single “Glória”, com letra de Miguel Esteves Cardoso, um dos donos da editora.
Como em muitos outros casos, o disco é aplaudido pela crítica e desprezado pelos animadores dos programas de rádio, passando despercebido.
Ainda antes de iniciarem as gravações do primeiro LP, Susana Lopes abandona o grupo.
Verdadeira pérola no catálogo da Fundação Atlântica, “A Um Deus Desconhecido” é editado em Julho de 1984 e torna-se uma referência obrigatória da nova música portuguesa.

A ligação com o mar e as letras fortes e nostálgicas, conjugadas com um ambiente sonoro muito intenso, transformam os Sétima Legião num caso muito sério no panorama da música moderna portuguesa.
Musicalmente, ainda se notam claras influências do pós-punk, mas começa a sobressair um sentir tipicamente português conjugado com uma valiosa utilização da gaita de foles.
O produtor de “A Um Deus Desconhecido”, Ricardo Camacho, identificando-se com o projecto, passa a integrar os Sétima Legião.
Com o encerramento da editora Fundação Atlântica, os Sétima Legião assinam contrato com a EMI – Valentim de Carvalho e “A Um Deus Desconhecido” entra na categoria de raridade.
Raridade que, rapidamente, se transforma em mito, só comparável ao álbum Independança dos GNR.
Para colmatar esta falha no catálogo dos Sétima Legião, a EMI decide recuperar este trabalho e edita-o em CD, no ano de 1990, integrando, no mesmo, como bónus, as 2 canções do primeiro single, “Glória” e “Partida”.
A carreira dos Sétima Legião ganhou um novo impulso com a edição deste LP em 1984.
O grupo foi beber o seu nome à Sétima Legião Romana que esteve na Lusitânea.
Também eles tiveram um percurso lento de realizar, mas cheio de histórias essenciais para a nossa História.
“A Um Deus Desconhecido” abriu caminho para novas descobertas e para novas experiências.
Para uma busca que sempre esteve presente no espírito do grupo.
Em passos seguros e inovadores.
Como um “Mar d’Outubro”, encantado, numa “Aguarela” eterna.
Como uma “Vertigem” carregada de “Glória”.
Sem “Partida” pois “Deus Assim o Quis”.

5.9.08

Reserva do rock (10)
Xutos & Pontapés – 78/82

A música rock portuguesa começava a tentar gatinhar no final dos anos setenta.
O movimento punk estava no auge.
Em finais de 1978, Zé Pedro e Zé Leonel decidem constituir uma banda e colocam um anúncio no jornal.
São bem sucedidos, encontrando Kalú e Tim.
A base dos Xutos & Pontapés estava, assim, constituída.
Zé Pedro na guitarra, Tim no baixo, Kalú na bateria e Zé Leonel como vocalista.
13 de Janeiro de 1979 marca o primeiro concerto, nos Alunos de Apolo, numa comemoração dos 25 anos do Rock’N’Roll
Os espectáculos vão sendo uma constante, destacando-se, em 1980, uma primeira parte dos UHF, no Laranjeiro, e de Wilko Johnson Solid Senders, no Pavilhão d’ “Os Belenenses”.
Pouco depois, em Fevereiro de 1981, os Xutos & Pontapés recrutam o guitarrista Francis.
Outra mexida logo a seguir, esta com grande importância para a história dos Xutos.
Zé Leonel vai para o Brasil e Tim assume as funções de vocalista.
Estamos em pleno boom do rock português e os concertos multiplicam-se, assim como, a necessidade de chegarem à edição de um disco.
Surge, então, a oportunidade de gravarem para a independente Rotação e entram em estúdio em Novembro de 81, com o objectivo de registarem músicas para 2 singles.
Estas sessões de estúdio resultam na gravação dos temas “Sémen”, “Toca e Foge”, “Quero Mais”, e “Papá Deixa Lá”.
O Rock Rendez Vous testemunha o lançamento do primeiro single, “Sémen”, em Dezembro de 81.
As coisas começam a mexer e alcançam o primeiro lugar do top de música portuguesa da Rádio Renascença e o décimo lugar no programa de Luís Filipe Barros, “Rock em Stock”, da Rádio Comercial.
Em Março de 1982, é lançado o outro single, “Toca e Foge”, e entram em estúdio para a gravação do primeiro álbum.
Dele constam muitas canções de referência dos Xutos & Pontapés.

A sonoridade de “78/82” vai beber no rock e no punk, sendo possível constatar que a génese do som característico dos Xutos & Pontapés já aqui se encontra.
Sem ambições literárias, as letras correspondem ao esperado para uma típica banda de punk-rock.
Considerados uma das melhores bandas ao vivo, os Xutos recebem, no final de 1982, várias nomeações e prémios da imprensa escrita e de programas de rádio.
Apesar desta boa receptividade, acrescida de diversas idas à televisão e entrevistas a rádios e a jornais, “78/82” enfrentou alguns problemas promocionais, pois, “Mãe” e “Sémen” foram proibidas de passar na Rádio Renascença e, na própria Rádio Comercial, é pedido para que “Mãe” não seja emitida.
Mas, os problemas não se ficam por aqui.
Em Agosto, a editora ainda não pagara os direitos ao grupo, pelo que acabam por rescindir o contrato.
Mesmo sem o retorno financeiro esperado, o LP rende os seus frutos.
O fenómeno de banda de culto continuava a ganhar peso nos meios alternativos.
Os concertos continuavam a bom ritmo.
“78/82” é o cartão de visita que fez aumentar o número de fãs do grupo, rumo a um futuro que se adivinhava brilhante.

4.9.08

Reserva do rock (9)
Jafu-Mega – Estamos Aí

1980.
Estamos Aí.
Jafu-Mega.
Meses antes de “Ar de Rock”.
O primeiro álbum deste – excelente – grupo do Porto é editado pela Metro-Som.
Em inglês.
Um caso claro de insucesso comercial aquando da sua edição.
Praticamente desconhecido do grande público, “Estamos Aí”, antecede temas tão marcantes como “Ribeira” ou “Latin’America”, assim como, antecede o salto para a multinacional PolyGram.
Grupo constituído por seis elementos, de onde se destacavam os três – famosos – irmãos Barreiros, Eugénio, Pedro e Mário, e o vocalista Luís Portugal.
Os Jafumega são, reconhecidamente, a banda com maior qualidade instrumental no início dos anos 80.
A voz marcante de Luís Portugal torna-se inconfundível.
Com grandes conhecimentos de Jazz, os Jafumega apresentam-nos um primeiro álbum muito sólido e com dois temas fortes: “My Daddy’s Rock” e “There You Are”.

Em “Estamos Aí”, Eugénio Barreiros surge como vocalista principal em 3 dos 8 temas.
A produção esteve nas mãos de Branco de Oliveira, patrão da editora Metro-Som.
Pouco depois, a Polygram abriu os ouvidos e o formato dos Jáfumega subiu o degrau que os tornaria famosos.
“Estamos Aí”, ainda em inglês, mostra-nos a génese, a essência, a maravilha do estado embrionário que, muito raramente, temos oportunidade de conhecer.
Mostra, também, que os jovens músicos portugueses tinham iniciado uma cruzada de afirmação que os levaria, no ano seguinte, ao grande público e à sua consagração.
“Estamos Aí”, o LP, esse é seminal.

3.9.08

Reserva do rock (8)
Rui Veloso e a Banda Sonora – Ar de Rock

Se, nos anos 60, as bandas com uma bateria, baixo e uma ou duas guitarras eram uma constante, os anos 70 vivem tendo por base os “Super Grupos” como Genesis ou Pink Floyd.
Apenas em 1977, com a onda punk, regressa a certeza de se poder fazer música com parcos recursos.
Pouco depois, a new wave mostra que se podem ter temas melódicos, frescos e populares.
Do punk dos Six Pistols à new wave dos Police.
Mas isto era lá fora, no estrangeiro.
Portugal sempre foi um caso muito particular...
O final dos anos 70 é vivido no reflexo cultural do pós 25 de Abril.
Por um lado, a música de intervenção e, por outro, a música pop/ligeira.
José Afonso ou José Cid.
A juventude portuguesa raramente conseguia adquirir um disco condizente com a sua geração.
Os mais informados ouviam a BBC ou buscavam edições sempre esgotadas (!) dos novos discos de Bruce Springsteen.
A Musica & Som, a melhor revista de música que existiu algum dia em Portugal, trazia as novidades, contudo, encontrá-las era bem mais difícil...
No entanto, algo mexia por cá.
Depois de Tantra, Psico ou Go Grall Blues Band começam a aparecer outras edições.
Aqui D’El Rock e UHF gravam, em 1979, com letras em português.
Os Jafu-mega editam, no início de 1980, um álbum ainda todo cantado em inglês.
Especulava-se que o rock não podia ser cantado na nossa língua...
A resposta chega em Julho de 1980 editada pela Valentim de Carvalho.
Rui Veloso e a Banda Sonora rebentam com toda a indústria musical.
“Ar de Rock” – O nome do álbum.
“Chico Fininho” – O rastilho de tão tremendo terramoto.
A letra de “Chico Fininho” é uma ironia ao rock escrito em português.
Contudo, a maior das ironias, é que todo o LP “Ar de Rock” teve de ser reescrito para português, porque Rui Veloso tinha apresentado as maquetes em língua inglesa.

“Ar de Rock”, apesar do marco que representou, não é um disco rock.
A balada de sucesso “Sei de uma Camponesa” ou o tema que abre o disco, “Rapariguinha do Shopping”, não são mais que uma excelente amostra de swing bebendo inspiração nos blues.
Rui Veloso nunca foi um compositor ou cantor rock. Sempre assumiu publicamente as suas influências.
Introvertido, Rui torna-se o “Pai” e o responsável máximo por uma nova geração de músicos.
“Ar de Rock” chega a disco de prata.
Produzido por António Avelar de Pinho, apresentava Carlos Tê, o grande génio da escrita e cara-metade do projecto de Rui Veloso.
Os músicos de suporte, Zé Nabo e Ramon Galarza, formavam a célebre Banda Sonora.
Antes, trabalharam com José Cid e estiveram no mítico “10.000 anos depois entre Vénus e Marte”.
Os trabalhos seguintes provaram que Rui Veloso não é “Chico Fininho”.
Mas “Chico Fininho” foi tão seminal como “Rock Around The Clock” de Bill Halley.
A linguagem, essa, é directa.
Coisas tão banais como “cheio de speed”, “freak”, “shooto”, “curtindo uma trip”, “fareja a judite” ou “flipados” surgem em “Chico Fininho” de uma forma pioneira.
A conversa de rua chega aos discos.
A facilidade de comunicar também.
Nada voltou a ser como era.
“Ar de Rock” foi um estoiro.
“Ar de Rock” marcou o início, definitivo, do Rock Português.

2.9.08

Reserva do rock (7)
Delfins – Libertação

Cascais.
1981.
O ano do boom do rock português via surgir outro rebento.
Fernando Cunha, João Carlos e Silvestre.
Como em quase todos os casos, tudo começa numa garagem.
Miguel Ângelo entra em 1982.
Dois anos depois, Pedro Ayres Magalhães, dos Heróis do Mar, assiste a um ensaio.
Gosta e convida-os a gravar para a editora independente “Fundação Atlântica”.
Ainda em 1984, sai o primeiro disco dos Delfins.
O original “Letras” e a excelente versão “O Vento Mudou”. Pop-Rock do melhor.
Um começo apadrinhado por gente reconhecida e com sucesso.
O pior aconteceu no ano seguinte, 1985.
A ida ao Festival RTP da Canção deixa profundas marcas negativas, junto do público e do meio musical.
“A Casa da Praia” fica no último lugar.
A banda, nesta fase, sofre a valer.
É obrigada a crescer.
É obrigada a ultrapassar um estigma imenso.
Poucos teriam força para vencer.
Mas, os Delfins mantêm uma determinação de aço.
1986 foi o ano chave.
Entram para os Delfins, Rui Fadigas e Jorge Quadros.
Por lá permanecem Miguel Ângelo, Silvestre e Fernando Cunha.
Carlos Maria Trindade, também ele dos Heróis do Mar, mostra-se interessado em produzi-los.
Gravam uma pequena maquete com quatro temas, entre os quais, “A Baía de Cascais”, “Estrelas do Rock’n’Roll” e “O Caminho da Felicidade”.
O azar permanece.
As editoras demonstram desinteresse.
Os Delfins tomam, então, uma medida drástica.
Medida essa corajosa e dispendiosa para a época.
Em Outubro de 1986, assumem todos os riscos e vão para estúdio.
Pagam do próprio bolso todas as despesas.
A produção, mais uma vez, fica nas mãos de Carlos Maria Trindade.
Em 1987, já com o disco gravado, pensam numa edição de autor, mas a Emi-Valentim de Carvalho, mostra-se, finalmente, interessada.
A sorte começa a mudar.
Regressam a estúdio para registar mais um tema: “Canção do Engate”, um original de António Variações.
“Libertação” sai em Abril de 87.
E é um sucesso.
A sonoridade permanece no pop-rock e as músicas são assimiladas com facilidade.
“Estrelas do Rock’n’Roll” e “O Caminho da Felicidade” são dois casos.
Porém, temos mais...
“A Baía de Cascais”, tema dedicado à vila natal, torna-se num hino de grandes proporções.
“Canção do Engate” vai mais longe e conquista as pistas de dança desse Verão.

“Libertação” consegue quebrar o efeito Festival da Canção.
O valor dos Delfins começa a ser reconhecido.
As potencialidades estão, finalmente, comprovadas.
“Libertação” não é um êxito de vendas, mas consegue algo mais importante: ter canções populares e de qualidade.
O público e a crítica são conquistados.
Os Delfins ganham o direito a uma segunda oportunidade.
E a um “Lugar ao Sol”.

1.9.08

Blogue referenciado

"O outro lugar é um blogue assinado por Luís do Ó, onde se recolhe o vasto trabalho produzido pelo autor para a Antena Miróbriga (Santiago do Cacém), sobre música portuguesa. A não perder as prosas sobre os LPs À Flor da Pele e Estou de Passagem, reeditados em 2008 no formato duplo CD pela VC/Iplay."

29/08/2008, site dos UHF

Reserva do rock (6)
Quinta do Bill – Sem Rumo

1987 marca o início.
Carlos Moisés, Rui Dias e Paulo Bizarro arrancam com o projecto.
Em Tomar.
Os ensaios começam.
O refúgio é encontrado numa quinta.
Na quinta do Sr. Guilherme – daí o nome da banda: Quinta do Bill.
Em 1988, concorrem ao 5º Concurso de Música Moderna do Rock Rendez Vouz.
Como resultado final trazem, com mérito, um promissor 5º lugar.
E, mais importante, trazem o direito de incluir o tema “Zézé”, na colectânea “Registos”, editada em 1989.
A sonoridade encontra-se, nesta altura, muito próxima dos Jáfumega e é, apenas, em 1990 que o grupo encontra o seu abrigo no folk-rock.
Participam, no Verão desse ano, no concurso da RTP “Aqui D’El Rock”, que decorre em pleno início de tarde, na Costa da Caparica sob um calor tórrido.
E ganham.
Como prémio têm a edição de um álbum.
Surge assim “Sem Rumo”, gravado nos estúdios Tcha-Tcha-Tcha, entre Março e Junho de 1991, mas apenas editado, pela Cinedisco/Dansa do Som, em 1992.
O líder Carlos Moisés assume o trabalho de composição e é também o produtor.
A responsabilidade das letras é dividida por João Portela, Artur Rockzane e Ana Vieira.
“Sem Rumo” é uma primeira experiência dos Quinta do Bill.
Um verdadeiro tubo de ensaio para o que viria a seguir.
Infelizmente, a exposição pública deste álbum é reduzida.
Temas como “Até Quando” e “Verdes Anos de Mentiras” mereciam mais.
Os instrumentais “Alcácer Quibir” e, sobretudo, “Aljubarrota” provam a qualidade da banda.

“Aljubarrota” é, reconhecidamente, um tema tão forte, que os Quinta do Bill o recuperam, numa versão ao vivo, para o álbum seguinte.
O crescimento do grupo foi acontecendo.
A maturidade foi-se acentuando.
Rui Dias saiu para gravar “Santa Loucura” com os UHF.
Nuno Flores entrou e torna-se peça importante.
Pouco depois, em 1993, assinam com a PolyGram e começam a preparar o disco que os coloca na linha da frente da nossa música.
“Sem Rumo” não teve o reconhecimento público que merecia, mas torna-se peça essencial para o futuro.
Um futuro pensado.
Com objectivos claros.
Com rumo.
Numa carreira a conquistar “Passo a Passo”.

31.8.08

Noites Ritual 2008

O Festival mais antigo de Portugal teve a sua 17ª edição, nas noites de 29 e 30 de Agosto, nos jardins do Palácio de Cristal, no Porto. A organização esteve excelente como sempre. Para breve a transmissão da reportagem no programa Atlântico de Bruno Gonçalves Pereira.

Momento mágico do Festival: Rita Redshoes.

Kate Bush - o álbum "The Red Shoes" já tem 15 anos! - teria gostado de lá ter estado.

Rita Redshoes
Tiago Bettencourt
Linda Martini
Sam the Kid
Pedro Brinca
Alberto Castelo e Isabel Vieira
Filipe Gonçalves
Carlos Vieira
Luís Silva do Ó e Pedro Brinca
Luís Silva do Ó e Pedro Brinca