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20.7.08

k2o3 - 12 anos depois

Enquanto não é editado o terceiro álbum dos k2o3 apetece-me recordar os "gloriosos" tempos do primeiro disco. Tive a felicidade de partilhar esses dias (mais noites) com o Ulisses, Mini, Chaves e Nuno. Uma família que revi no último concerto em Alhandra e que nos mostrou uma banda em excelente nível.

Regressando ao passado, 1996 conheceu a edição de um dos mais importantes discos do punk-rock português. "És Capaz!", com selo da El-Tatu, ainda é hoje - 12 anos depois - um álbum de culto e bastante conhecido no meio musical alternativo nacional.

"Veneno" (canção verdadeiramente épica), "És Capaz" (uma malha de guitarra que abriu concertos durante vários anos), "Perto de mim" (o single perfeito e a música dos k2o3 preferida de Tim e de António Manuel Ribeiro), "Histórias de ti" ou "Vaquinha" (êxito brutal) são exemplos de músicas incluídas neste verdadeiro "best of" do punk-rock lusitano.

"Vaquinha" é um super-sucesso ainda por rebentar no mercado mainstream português.

Deixo aqui uma curiosidade chamada "Vaquinha", registada ao vivo num dos recentes concertos de k2o3.


Foto com Rui Chaves no dia do concerto de apresentação de "És Capaz!" em Santiago do Cacém. Um espectáculo que contou com a participação de Fred (Censurados) e de Zé Pedro (Xutos & Pontapés).

25.5.08

k2o3 ao vivo em Alhandra

Quando: Sábado, 24 de Maio de 2008.
Evento: VII Concentração Motard de Alhandra.
Cartaz: k2o3 + Fonzie.
Avaliação da Organização: Excelente.

Quase 500 kms percorridos no dia de sábado até chegar ao local da iniciativa.

Já não assistia a um concerto dos K fazia bastante tempo e, desta vez, tudo fiz para conseguir passar por Alhandra. Mesmo cansado não podia deixar de aparecer. Os amigos, mesmo ausentes, são sempre amigos. A noite ainda me permitiu um reencontro com Bruno dos Revolta e com João Quintela, amigo de longa data e que estava "ao serviço" enquanto road-manager dos Fonzie.

Numa altura em que o novo álbum está praticamente concluído assisti a mais um excelente concerto de k2o3 com a curiosidade de terem tocado 2 temas novos. Para quem conhece a segunda poderei informar que "Ovelha negra" é a "Vaquinha" de 2008.

No passado passei bons momentos com o Ulisses, Chaves, Mini e Nuno. Naqueles tempos, em que os animais falavam e quando eu era (pelo menos tentei ser) uma espécie de manager do grupo. Foram anos de muita dedicação e com o rock à flor da pele. Qualquer descrição do ambiente que se vive nestas coisas é pura perda de tempo. É preciso sentir o pó da estrada para compreender os sentimentos de quem é músico rock. Ainda são assim os k2o3 no presente. Onde quer que cheguem tocam como se fosse o primeiro e o último concerto das suas vidas. E isso é a razão de ainda tocarem juntos. Na realidade este concerto dos k2o3 marcou o regresso do baterista Nuno Costa à banda, após alguns meses de afastamento. As saudades devem ter sido imensas e aposto que o seu regresso foi motivado pelo lado emocional. Os k2o3 são mais do que um projecto musical, são um projecto de vida, são uma família à qual também sinto ainda pertencer.
Quando cheguei tinha o Mini e o Chaves à espera. Na entrada o Mini não hesitou no momento de me identificar perante a organização: "é o nosso manager".
Na realidade deixei de o ser faz muito tempo. Mas, da mesma maneira que não recusei essa função num atribulado concerto em que quando entrei somente era espectador desta vez também não o neguei. Não seria capaz.

Um abraço para os meus amigos Chaves, Mini, Nuno e Ulisses. Tenho a certeza de que o próximo disco vai ser "o tal". Vocês merecem.


Aqui ficam algumas fotos da actuação dos k2o3 deixando a sugestão de uma visita ao myspace dos K.








Este sou eu... Fotografia da autoria de Ulisses instantes antes do início do concerto.

7.4.08

UHF na Aula Magna - O rescaldo



Rescaldo no "Terminal 21" da Miróbriga em 31 de Março e que incluiu diversos apontamentos, nomeadamente, uma entrevista a António Manuel Ribeiro registada poucos minutos após o concerto.
"Terminal 21" é um programa de Luís Silva e que contou com participação especial de Paulo Ferreira e deste vosso bloguista.

Igualmente o nosso amigo Bruno Gonçalves Pereira realizou no programa "Atlântico" um especial, na sua última emissão, transmitida no sábado passado entre as 19h00 e as 21h00.

Clicar para escutar o rescaldo dedicado à Aula Magna dos UHF.

Em alternativa pode fazer o download do ficheiro para o seu computador. Para tal deve posicionar o cursor do rato no link desejado e clicar com o botão direito escolhendo a opção "save target as..."ou "save link as..." dependendo do browser utilizado.

5.4.08

Ares e bares de mau rapaz

Estive na Aula Magna e compartilho do sentimento que João Morales teve a gentileza de partilhar connosco. Mais do que a um espectáculo, assisti a uma celebração que gerou – pela primeira vez na história dos UHF – uma unanimidade em toda a crítica presente. Porém, neste texto, não irei dedicar-me a analisar o concerto mas procurarei olhar, noutro prisma, para uma carreira coerente e determinada e em simultâneo, repleta de erros, de decisões a quente, de afrontamentos aguerridos e das boas e más decisões inerentes a uma vida preenchida por atitudes destemidas, sem medos de entrar em choque e em guerra com tudo e todos ao mesmo tempo.

Se fosse realizado um estudo para determinar a empatia, antipatia e indiferença que o público nutre pelos nossos artistas, António Manuel Ribeiro teria um resultado ínfimo no item indiferença. Raras são as pessoas com mais de 20 e menos de 50 anos que sentem indiferença quando a personalidade se chama António Manuel Ribeiro. Provavelmente, a quantidade daqueles que gostam bastante de UHF seria semelhante à daqueles que os odeiam. No início dos anos 90, cheguei a pensar colocar em estúdio um fã e um “anti-fã” para conversarem em directo com o António. A coisa esteve quase a concretizar-se, contudo, à última hora, a pessoa que detestava UHF roeu a corda. Teria sido sociologicamente interessante, além de esteticamente agradável – o ataque viria do género feminino.

Numa sociedade normal, estes indicadores amor/ódio seriam interessantes porque quem gosta gosta e quem desdenha ao menos não sente indiferença – ou pode querer comprar e, por receio de não ser popular gostar de UHF, afirmar não gostar. Não nos esqueçamos que os Duran Duran foram devastados por aqueles que anos mais tarde os glorificaram. Vêem estes considerandos a propósito daquilo que me palpita ser o motivo da ausência dos UHF das playlists das rádios com maior airplay. Ou seja, suspeito que os UHF não passam não por uma questão de popularidade dos temas, mas devido à impopularidade que se retira dos resultados dos estudos. Isto é, se 40% de pessoas adoram uma canção, 20% a consideram razoável, 20% não a apreciam e os restantes 20% a detestam é muito provável que seja incluída na playlist. Não obstante, se 60% de pessoas gostam de um tema e 40% o dizem detestar é, também, altamente provável que essa canção nunca faça parte da playlist. Isto porque é valorizado o risco da perda de auditório do lado dos 40%, enquanto se desvaloriza a mais valia junto da maioria de 60% que afirmam gostar. Os méritos de uma eventual vitória da indiferença são, no mínimo, estranhos. No entanto, palpita-me que possa estar a ocorrer no que respeita a um número considerável de canções. Esta lógica aplicada às eleições Legislativas poderia implicar a situação caricata de um partido vencer, mas acabar por perder no cruzamento entre o positivo e o negativo – na mesma linha das sondagens referentes à popularidade dos nossos políticos.

Esta é, somente, uma teoria tão absurda ou verdadeira como outra qualquer. Na realidade, nunca conheci um artista português cuja apreciação seja tão emocional como a que existe em torno de António Manuel Ribeiro. O caso é tão evidente que, depois do concerto na Aula Magna, o baterista Ivan – que está nos UHF vai para 10 anos – dizia-me, para os microfones da Miróbriga, que o António merece ter amigos. Num momento de euforia e de contentamento indescritível, podia ter aproveitado para dizer mil coisas diferentes, mas, 5 minutos após sair do palco, as suas palavras foram inteirinhas para o mérito e para a amizade que tem com António Manuel Ribeiro.

Nestes 30 anos de carreira, os UHF estiveram sempre em guerra dentro do mercado e nunca desistiram das suas convicções. António Manuel Ribeiro pode até ter dores nas costas, porém nunca se juntou a brigadas do reumático para aumentar a conta bancária. Podia tê-lo feito e, certamente, se entrasse no jogo das concessões, teria, hoje, outro estatuto, outra empatia mediática, outra carreira, mas, no fundo, seria outro. E, se fosse “outro”, teria algum interesse, teria algum valor ou seria, apenas, um somatório de vazios com uma carreira que nem para nota de rodapé serviria daqui a 30 anos?

A rebeldia, o afrontamento, a forma muito rock’n’roll como se esteve nas tintas para o politicamente correcto levaram-no a coleccionar uma lista de antipatias superior ao que seria desejável num meio que vive muito dos conhecimentos, das aparências, das grandes digressões que se esgotam nalgumas cidades e dos copos que antigamente se bebiam em determinados bares de Lisboa. Todavia, não se pense que faltaram copos às dezenas de músicos que passaram pelos UHF. Com os UHF, beber copos não era uma questão estética de estar na moda, mas sim, um mergulhar no mesmo espírito de Ramones ou de Jim Morrison. Outros seguiam tendências etílicas mais próximas da new-wave ou do pós-punk em que o copo segurado na mão também servia como adorno.

Como seria possível uma História diferente se até no beber existiam visões e atitudes inconciliáveis?


Luís Silva do Ó


(crónica publicada no blogue canal maldito)

23.6.07

Trabalhadores do Comércio (entrevista 2)


A segunda entrevista da Miróbriga aos Trabalhadores do Comércio foi transmitida hoje num especial do Programa Atlântico de Bruno Gonçalves Pereira.

Para os mais curiosos aqui fica a quase totalidade da segunda hora de emissão do Atlântico e que contém a conversa alargada que mantive com os músicos desta banda com pronúncia do norte a propósito do CD "Iblussom".

Bruno Gonçalves Pereira regressará no próximo sábado às 19 horas para mais uma emissão do Atlântico na Miróbriga (com repetição às 3ªs feiras a partir das 22 horas). O meu espaço "Banco de ensaio" também regressa na próxima emissão. Durante os dias de semana, entre as 5 e as 7 horas, na Antena 1, podem estar na companhia de Bruno Gonçalves Pereira num programa que nos faz acordar (ou deitar) mais bem dispostos. E, para quem se levanta, às 5 da manhã não é simples estar animado!

Especial Trabalhadores do Comércio:

Excerto da 2ª hora de emissão do Atlântico da Miróbriga.
Especial com entrevista aos Trabalhadores do Comércio

21.6.07

Trabalhadores do Comércio (entrevista 1)

Paulo Ferreira entrevista Álvaro Azevedo
Susano

Conforme anunciado a Miróbriga esteve presente no regresso a Lisboa dos Trabalhadores do Comércio tendo realizado duas entrevistas diferentes aos criadores do mega-sucesso de 1981, “Chamem a Polícia”.
Hoje, no “Programa da Manhã” de Susano, foi a vez da entrevista conduzida por Paulo Ferreira ir para o ar. Aqui vos deixamos a dita cuja com a curiosidade da hora de emissão ter aberto com “Phantom Limb” dos The Shins.
Quantas rádios neste Portugal gostariam de ser assim?


Entrevista aos Trabalhadores do Comércio na Miróbriga

No sábado, a partir das 19 horas, no Atlântico de Bruno Gonçalves Pereira, poderá ser escutada a entrevista por mim conduzida.