








Um blogue de Luís Silva do Ó
Existem amores à primeira vista e existem discos que nos conquistam desde o primeiro momento. O terceiro álbum de André Sarbib, “This Is It”, é um trabalho que nos faz sonhar mesmo quando estamos, em plena hora de ponta, na confusão apocalíptica do trânsito lisboeta. Navegando por sonoridades jazz, André Sarbib interrompeu um silêncio discográfico de 15 anos e ousou juntar a sua poderosa voz a onze temas de grande fôlego, sendo cinco deles da sua autoria. Além de aconselhar a audição deste CD – que considero um dos melhores registos jazz gravados no nosso país – deixo, a todos, a sugestão de se deslocarem à Casa da Música do Porto no próximo dia 16 de Janeiro de 2009. André Sarbib e os músicos que o acompanham prometem uma noite de jazz inesquecível.
No próximo sábado, dia 20 de Dezembro, em Almada, os UHF vão encerrar a digressão em que celebram 30 anos de carreira. No final de 2007 tive uma longa conversa com António Manuel Ribeiro de onde resultou um especial transmitido na Miróbriga em Janeiro de 2008. O discurso foi intenso, à flor da pele, com a frontalidade que sempre o caracterizou e que lhe granjeou a fama de mau rapaz e de persona non grata do rock português.
Destaques:






O segundo álbum a solo de Jenny Lewis, editado em Setembro de 2008, eleva a fasquia e ultrapassa as excelentes referências passadas. Esta cantora e compositora já com 10 anos de carreira, navega por sonoridades country e rock alternativo. Em “Acid Tongue” abusou da inspiração e chamou vários amigos para perto de si. Elvis Costello é um desses amigos e é ele que surge em “Carpetbaggers”.
Destaques:
A melhor prenda de Natal vai surgir no dia 20 de Dezembro em Almada. Os maus rapazes da música portuguesa encerram a celebração de 30 anos de carreira na cidade que os viu nascer. O concerto, que promete partir as estruturas do Cinema da Academia Almadense, tem lotação limitada a 833 lugares e vai contar com participações especiais dignas de incendiar qualquer fã que se preze. Renato Gomes e Carlos Peres irão estar em palco e o acontecimento promete bastante. Espero que exista gravação de imagens para posterior edição em DVD.
No dia 14 de Novembro entrevistei João Gil e troquei uma pequena conversa com João Campos - a voz deste novo projecto a solo de Gil.
Destaques:
Com mais de 30 anos de carreira, João Gil é um dos mais importantes compositores portugueses, tendo deixado marcas visíveis em projectos tão marcantes como Ala dos Namorados ou Trovante. Após uma primeira experiência a solo, em 2001, aquando dos seus 25 anos de carreira, Gil assume a sua própria libertação ao assinar um inédito álbum de originais em nome próprio. Este projecto musical pode ser apreciado na próxima sexta-feira, dia 21 de Novembro, no Centro Cultural Olga Cadaval em Sintra.
Destaques:
Jorge Palma merecia mais. Começando pelo facto de não ter merecido que a FNAC tenha decidido comemorar, no mesmo dia, 10 anos em terras lusas com um concerto à borla no Pavilhão Atlântico, na verdade, o recinto foi pequeno para o talento e grande para a moldura humana. Não estivesse eu habituado às bancadas despidas do Restelo e acharia que tinha estado pouca gente no espectáculo de Jorge Palma. Os optimistas falarão em "bem composto" e os pessimistas em meio vazio. Num balanço em cima do acontecimento direi que não gostei da maioria do público (tudo sentado de forma ordeira?!), não gostei do som quadrifónico e não gostei do local escolhido para o concerto - aquele palco a rodar deixou-me tonto...
Após a sua saída do trio pop “The Blake Babies”, Juliana Hatfield iniciou uma promissora carreira a solo que rapidamente se transformou numa cruzada independente e solitária. 3 anos depois de “Made in China”, foi editado em 19 de Agosto de 2008 o novíssimo “How to Walk Away”, um disco, quase, autobiográfico.
A aragem da asneira foi sentida em todo o território futebolístico nacional. Bem, não foi em todo o território porque o eco do escândalo foi, lamentavelmente, discreto. Em vez de abrirmos telejornais tivemos notas de rodapé nos jornais desportivos. O trabalho de Marco Ferreira e do seu auxiliar, de quem ignoro o nome, passou a figurar, por mérito próprio, nos anais das maiores aberrações que ocorreram dentro de um estádio português e que envolveram gentes da arte do apito. O “equívoco” foi tão grosseiro que a Comissão Disciplinar da Liga foi lesta a retirar um amarelo a Wender e a atribuí-lo a China. Este “sumaríssimo” deve ser louvado porque não basta criticar quando as decisões não nos agradam. Agiu muito bem a CD ao repor essa parte da verdade. Infelizmente, esta acção pecou por defeito. Se para a justiça desportiva ficou provado o “erro grosseiro” ao ponto de disciplinarmente o rectificar, permaneceu por assumir a consequência óbvia desta decisão. Enquanto o Belenenses teve 11 jogadores foi superior ao Estrela da Amadora e estava a vencer ao fatídico minuto da incorrecta expulsão. Face a esta evidência seria natural uma decisão para que o jogo fosse repetido a partir desse minuto. Isto em nome da verdade desportiva que todos nós defendemos. Ao apenas ser reconhecido o “erro” mas não levar as consequências deste até ao fim, a correcção tem pouco impacto, pois, a história do jogo foi escrita tendo na raiz uma monstruosidade.
Letras negras e profundas numa fusão perfeita com um som forte e caoticamente visionário. “The Stand-Ins” foi editado em 9 de Setembro de 2008 e é a segunda parte das sessões de estúdio que originaram “The Stage Names”.